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Romão


O bairro Romão situa-se ao sul da Ilha de Vitória, tendo como limites os bairros: Forte de São João, Cruzamento, Jucutuquara, Fradinhos e Parque Estadual da Fonte Grande.
Em seu relevo, ele se caracteriza por duas áreas distintas, uma ao nível do mar, dotada de infra-estrutura, correspondendo a um percentual pequeno da totalidade do bairro; e outra, constituída por morro, com aproximadamente 110m, na sua cota mais elevada. Possui uma área urbana de 207.800 m².
A ocupação da área que compreende o bairro do Romão iniciou-se em 1952, com o estabelecimento de algumas famílias de migrantes da zona rural do norte do Espírito Santo.
A área era desabitada e de fácil acesso, fator que favoreceu o processo de invasões. A parte plana do entorno do bairro, era constituída por um extenso manguezal, não despertando inicialmente interesse de ocupação. Os primeiros moradores chegaram e demarcaram os lotes nas partes mais elevadas do morro, que ofereciam melhores condições físicas para habitação.
Até o início dos anos 60, a expansão dos assentamentos se dava de forma lenta e dispersa. Os moradores se alojavam em pontos do morro e abriam caminhos para circulação no interior do espaço ocupado, sem conflito com o poder público. Segundo depoimentos, alguns chegaram a receber lotes doados pela Prefeitura de Vitória.
Posteriormente, com o aterro do manguezal, ocorreu a conseqüente valorização da área que foi loteada.
Os fatores que determinaram a formação do bairro foram a proximidade da área com o centro da cidade, além da facilidade com o transporte, pois na década de 50, o bonde passava na Avenida Vitória, importante via que interliga os bairros da zona norte com a região central. Este fato ainda é uma realidade, pois esta avenida, localizada no entorno do bairro, é servida por diversas linhas de transporte coletivo, que atendem todos os municípios da Grande Vitória.
O bairro já foi denominado de Chácara do Romão. Tal denominação se deve ao fato de existir, na época, uma chácara pertencente à família Aguiar, cujo caseiro chamava-se Romão.
Em 1963, com a vinda de migrantes do interior do Estado, houve o aumento acelerado e desordenado dos domicílios que se aglomeravam no morro. Tal fato gerou conflitos com o poder público municipal, que tentava através da fiscalização, desmanchar os barracos construídos de caixote, papelão ou lona. Em contrapartida, os moradores tornavam a construir os casebres, como forma de manifestar resistência aos atos praticados pelos poderes públicos.
Entretanto a repressão não impediu o processo contínuo de ocupação que se intensificou nos anos 70, quando também passam a se alojar no Romão migrantes baianos e mineiros que chegavam a Vitória em busca de trabalho e sem nenhuma condição de pagar aluguel.
Alguns depoimentos atestam que nos anos 80 ocorreram confrontos da Polícia Militar com moradores que ocuparam uma área de limites do Romão com o bairro Cruzamento. Até o final dos anos 80 o bairro já estava intensamente habitado, e a luta pela posse da terra e melhorias urbanas se constituem em uma ação de união comunitária.
Fonte: Diagonal Urbana, Projeto Terra,SEDEC / DIT / GEO


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