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Fonte Grande


O bairro Fonte Grande está inserido numa cadeia de montanhas com vegetação remanescente da Mata Atlântica que circunda o centro da cidade, entre o Morro da Piedade, Rua Sete de Setembro e Rua Alziro Viana.
Sua denominação origina-se das inúmeras fontes de água existentes em sua área, destacando-se Cajuza, Izabel, Rafaela, Caixa D’água, Inocentes e as Velhas, responsáveis pelo fornecimento de água para grande parte de Vitória até a inauguração do serviço de abastecimento de água encanada, que só ocorreu no Governo Jerônimo Monteiro, em 1909.
Fonte Grande Bairro Fonte Grande
O bairro era bastante procurado por pessoas de diversas localidades em busca de águas dessas fontes. A mais procurada era a Fonte de São Benedito. Essa fonte, embora ainda exista, não possui mais água própria para consumo.
Junto aos Morros Mulundu, Santa Clara, Pedra do Vigia, Bastos e Pedra dos Dois Olhos, constituiu-se o Parque Estadual da Fonte Grande, com uma área de 218 hectares, considerada a mais importante reserva ecológica de Vitória, instituída em agosto de 1986 através da Lei nº. 3.875.
A ocupação do Morro da Fonte Grande remonta o início do século XIX, com as construções de barracos de madeira na parte baixa, que foram gradativamente espalhando-se nas encostas do morro, abrindo espaço para a construção de novos barracos que estenderam-se até o ponto mais alto da região. Nas décadas de 60 e 70 ocorreu o adensamento da área, devido à pressão por moradia exercida pelo grande contingente populacional que chegou em Vitória, provenientes do interior do Estado e de Estados vizinhos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
No entanto, o bairro Fonte Grande já foi refúgio de escravos no século XVII, esse fato explica um enorme número de pessoas afrodescendentes residentes no local.
Fonte Grande Parque da Fonte Grande
Durante todo período no qual se deu e se estabeleceu a ocupação física do morro, o movimento ocorreu de forma espontânea e pacífica, com a distribuição desordenada das habitações, sem nenhuma preocupação por parte dos ocupantes com as características naturais do espaço, e os prováveis riscos que o mesmo oferecia. Limitados pela condição econômica e a emergente necessidade de um lugar para morar, os novos moradores estabeleceram-se em pontos completamente inadequados para a habitação.
O bairro Fonte Grande se consolidou como um lugar predominantemente residencial, apoiado pelos serviços urbanos oferecidos pela cidade, uma vez que se situa nas mediações do centro de Vitória. Isso estimulou as invasões e os loteamentos clandestinos, tornando o morro muito procurado por parte de uma população que não podia pagar aluguel ou mesmo comprar lotes em situação legal em outros lugares da cidade, ou mesmo em municípios vizinhos.
Fonte: Diagonal Urbana, Projeto Terra,SEDEC / DIT / GEO


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